Fachadas : Revestimentos de aluminio e o amarelo ouro do hotel Anhembi

Anhembi l Foto via www.holidayanhembi.com.br

Olá leitores do Atrás da Cena!

A partir daqui iniciamos uma nova fase na plataforma. Aqui vocês conhecerão, além dos mistérios “atrás das cenas”, um pouco de arquitetura civil e seu universo correlato, temas no qual me tornei referência após 15 anos como publisher.

Elegi começar pelo primeiro produto com o qual tive contato, os revestimentos de alumínio, quando a Editora C4 ainda era um projeto embrionário.

Em 2002 estive a frente da retrospectiva em homenagem aos 50 anos da trajetória profissional do arquiteto Miguel Juliano (1928-2009). Ítalo-goiano como se definia esse autodidata, formado arquiteto, tardiamente pela Faculdade Brás Cubas, foi responsável por mais de 450 projetos, dentre os quais destacam-se o Sesc Pinheiros e o Parque Anhembi, seu maior orgulho.

 Foto via @lolidayahembi.com.br

O Parque Anhembi foi um marco importante para São Paulo. Projetado em parceria com o arquiteto Jorge Wilheim, tinha um caráter voltado aos negócios, diferente dos demais centros de convenção da cidade, o que possibilitou a internacionalização da indústria nacional. Além do icônico Pavilhão de Exposições, fazem parte do complexo: o Auditório Elis Regina, o Palácio das Convenções, o Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo (mais conhecido por Sambódromo do Anhembi) e o hotel Holiday Inn.

Por ocasião da retrospectiva ficamos muito próximos. Ele me levava às reuniões de projeto, juntamente com os arquitetos e engenheiros responsáveis pela retomada das obras no esqueleto inacabado do hotel Anhembi, abandonado por 30 anos em virtude da paralisação na construção do complexo, ainda na década de 1970.

Em uma dessas reuniões, Juliano e o empresário Alberto Jorge, sócio da construtora São José, com algumas amostras de revestimentos de alumínio para fachadas nas mãos me perguntaram: “…e então Cris? Que cor você escolheria para a fachada do hotel?” de supetão respondi: “Bem, acho que deveria ser uma cor singular, de impacto…afinal, esse esqueleto já tem um pouco da cara de São Paulo. O que vocês acham de um amarelo ouro? Brasileiro demais?” e assim, foi escolhida a cor do revestimento de alumínio que “envelopa” o edifício.

Ecole de Commerce Kedge, Christine Bernos l Foto via @alucobondeurope

Os revestimentos de alumínio possuem excelente planicidade que pode ser curvado, dobrado, etc… Vem sendo muito utilizado na arquitetura civil como revestimento de fachadas, pilares e estruturas metálicas. Na década de 1990 foi largamente utilizado nos edifícios da Marginal Pinheiros e Nova Berrini.

A interação entre a estrutura e a “pele da arquitetura” é tema central na construção da arquitetura contemporânea. Ao redor do globo milhares de edifícios utilizam esse acabamento e podem ser um ponto de partida inspirador no processo de projeto.

Concert and Congresse Hall, Henning Larsen l Foto via @alucobondeurope

Culture and Concert Centre, Jean Nouvel l Foto via @alucobondeurope

E vocês? Gostaram da escolha?

Vejo vocês na próximo post! 😉

Cris Correa

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