Fotografia como inspiração

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PALETA DE CORES

No ultimo post falei do exercício de caminhar por aí , seja pelas ruas de uma cidade seja pelas paisagens com um pouco mais de atenção ao que está em volta, de ver ângulos e detalhes tantas vezes passados por nós sem percebê-los e de usá-los como fonte de influência para criar espaços arquitetônicos.

Neste post trago algo parecido só que desta vez através do olhar de outra pessoa. Sim, uma fotografia ou até mesmo uma obra de arte podem não apenas nos trazer várias questões sobre os mais diversos âmbitos, curiosidades e sentimentos, mas também podem nos proporcionar inspiração. As vezes, em um simples relance as cores de uma imagem nos captam de tal maneira que  já, ou tentamos usá-la de alguma maneira ou automaticamente nos leva a criar um cenário, seja ele qual for e aí é que entra nossa imaginação .

Ao ver a imagem principal deste post de autoria do fotográfo Thomas Baccaro, o conjunto das cores, a luz que incide sobre a janela, proporcionando variação do  tom de seu verde bem como do tom rosado ( “salmao”) da fachada e até mesmo o piso cinza com seu grafismo me fez imaginar cerâmicas e tecidos com esta paleta e dai porque não compor uma mesa com estas cores?

Na composição juntei aqui cerâmicas do artista Dietlind Wolf com uma obra de Chunghi Lee (ao fundo) e talheres do designer  Rahyja Afrange como ilustração.

Alternativas para a mesma ideia? Claro, muitas!

FOTO: THOMAS BACCARO

CERÂMICA

Como alternativas para os pratos de cerâmica  temos vários ceramistas Brasileiros cujos trabalhos valem a pena conferir.

A ceramista Kimi Nii, nasceu no Japao e veio para o Brasil em 1959 ela possui peças não apenas utilitárias, mas esculturas que possuem uma característica e técnica  muito forte da artista registrada no trabalho de desenho limpo, formatos puros, geométricos e racionais. É nítido nas formas sutis e delicadas de suas obras seu conhecimento dos materiais, técnica, sua sensibilidade e seu talento.

Além dela outros estudios veem se destacando, transformando e trazendo novamente a cerâmica para o cotidiano com cores, técnicas  de modelagem, formas simples  bem atraentes e funcionais em seu conjunto estético. Alguns que me chamaram atenção por estes detalhes: Studio Neves, Atelie Muriqui e Hideki Honma.

No Studio Neves os designers Gabi Neves e Alex Hell, desenvolvem peças especiais para uso gastronômico para chefs que tem a cerâmica como parte integrante das suas criações/pratos. Eles pesquisam e desenvolvem cerâmicas visando  não apenas sua durabilidade mas também o design que o cliente almeja. Usando as palavras do próprio estúdio: “Assim como cada pessoa, cada peça também é única e especial”.

Já o Atelier Muriqui fica situado em Itaúna , MG, com show room em Sao Paulo e tem o principio de trabalhar com a mão de obra local, estimulando o desenvolvimento de emprego na comunidade e sita : ” Reduzir, reutilizar e reciclar é lei por aqui”. As peças são livres de modismos e explora texturas, influencias culturais brasileiras e valorizam a originalidade. A designer Gisele Gandolfi desenvolve as criações pensando na sua utilização e tem como inspiração, entre outras, o cotidiano Brasileiro.

Por último, vale apreciar o trabalho de Hideki Honma que funde os quatro elementos da natureza, água , fogo, terra e ar em suas criações . Sua marca registrada é produzir o próprio esmalte a partir de cinzas vegetais e os efeitos das pinturas: salpicadas, acetinadas e escorridas. Pelas suas mãos a natureza se transforma em beneficio do homem em formas , cores e texturas.

GUARDANAPOS E TALHERES

Nos guardanapos de tecido, que sao um charme à parte, particularmente os que possuem a barra com ponto ajour, ponto invisível ou um leve desfiado, fica o tom rosado, “salmão”. Pode-se escolher os feitos em tecido de algodão ou  em linho que dão uma textura a mesa e vai valorizar  a cerâmica de linha mais limpa  juntamente com os talheres sejam eles antigos (herança da avó ou comprados em feirinhas) ou de design.

Mas claro, aqui a combinação e a dosagem das cores é o que prevalece em toda composição e portanto guardanapos de papel também funcionariam.

Para finalizar deixaria os copos transparentes, podendo serem de formatos e jogos diferentes e adicionaria vários vazinhos incolores (podem ser garrafinhas de suco vazias) com flores brancas, a que gostar mais. As cores, na louça , guardanapos ou toalha,  com sua vibração e total harmonia entre elas já criaram e montaram a mesa.

Deixo agora para quem quiser brincar , escolher sua própria imagem e usá-la como referência , sejam das suas cores, formas e/ou imagens nela mostradas, captadas por alguém, por um fotografo profissional como neste post por exemplo, cujo olhar capta tantas vezes aquilo que não percebemos.

E nao deixem de perguntar e pedir ajuda, pois podemos imaginar juntos uma cena!

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