Hall / Entrada

decoração de hall

Uma entrada  seja ela pequena ou grande pode causar ou mesmo antecipar o que podemos sentir e/ou encontrar ao entrarmos em um lugar.

Veremos três entradas bem distintas uma da outra para mostrar que dependendo da situação ela pode ser mais despojada, ter o uso de apoio ou simplesmente ser como dito acima , uma prévia do que será encontrado depois…

 

HALL #1

Basicamente há três contrastes: claro e escuro, antigo e novo, “quente e frio”.

As peças usadas são bem antagônicas mas completamente harmoniosas entre si o que proporciona ao olhar uma mistura de emoções/sensações, e mudança de foco , hora para o novo, hora para o antigo , instigando a curiosidade : o que virá depois?

CORES

O primeiro contraste está nas cores usadas. A parede tem um tom de marrom escuro com pigmentação cinza e tem sobre ela uma tela (fotografia ?) em tons que permeiam entre o preto, cinza, branco, com a imagem desfocada enquanto  o piso tem um mármore com um tom bem claro. Já o baú antigo tem uma madeira com uns dois tons de bege acima do piso.

MATERIAIS

MÁRMORE

O mármore claro usado no piso é  o material “frio” da cena e apesar de não dá para saber ao certo qual seja, percebe-se que as peças são grandes e bem selecionadas, seguindo a paginação que as placas formam. Pode parecer um capricho mas quando se pagina um piso respeitando o desenho natural do material, o resultado final quando aplicado, é mais do que válido, as linhas se encontram, formam uma unidade e desta maneira  faz “crescer” o ambiente.

MADEIRA

Basicamente usada no móvel , a madeira, mesmo que clara, tem o papel de “esquentar” o ambiente e o contraste segue uma ordem, do piso para parede : frio (piso) – quente (baú de madeira) com peças de cerâmica – morno (parede marrom acinzentado) – frio (tela/fotografia).

MÓVEIS E OBJETOS

 

BAÚ E ESCULTURAS

Pelo desenho e madeira nota-se que o baú é antigo bem como as peças de argila sobre ele.

Pode-se ter uma composição similar com baús da Taúna Móveis, que fazem moveis com madeira de demolição, e  peças de escultores/ceramistas Brasileiros. Uma boa escolha seriam peças do ceramista Francisco Brennand, Oficina Brennand, Recife – PE e também da ceramista Suely Brasileiro, Traços do Brasil, também de Recife – PE.

TELA

A tela(fotografia?), de artista e técnica desconhecidos, na parede parece fazer um cenário para toda a composiçao desta entrada, ela “veste” a cena, com sua imagem não muito definida que permite contemplação e sensação de certa nostalgia.

Ela  remete, na minha opinião , às fotografias da série Silence de Thomas Baccaro e Acesso ao Inconsciente – Fotografia e Meditação de Claudio Edinger, mesmo tendo estas processos de fotografia diferentes.

FOTOGRAFIA : SÉRIE SILENCE – THOMAS BACCARO

FOTOGRAFIA: ACESSO AO INCONSCIENTE – FOTOGRAFIA E MEDITAÇÃO  – CLAUDIO EDINGER

DA ESQUERDA PARA DIREITA: ESCULTURAS FRANCISCO BRENNAND E CABEÇA DE LIDER – TRAÇOS DO BRASIL

HALL #2

Monocromia em tons claros, rusticidade no móvel e peças decorativas e obra de arte (tela) abstrata: elementos “simples” que formam o conjunto desta entrada despojada com um que de “nao me importo” porém muito marcante devido aos seus poucos, mas bem selecionados elementos.

Como seriam as outras áreas desta casa? Ou seria um apartamento? Isto não dá para saber mas pode-se imaginar que os outros ambientes são claros e bem iluminados e onde, tanto uma simples peça de artesanato e uma obra de arte, dividem a mesma importância no ambiente, ou melhor seria dizer que um valoriza o outro exatamente pelas sua diferenças estéticas e valores?

CORES

Na cultura ocidental a cor branca está associada à paz, calma, ordem, limpeza e outras conotações positivas e esta entrada na minha opinião traduz exatamente isto devido a cor branca da parede e piso associados apenas ao tom natural da madeira, objetos simples e a arte contemporânea.

MÓVEIS , OBJETOS E ARTE

BANCO

O banco madeira é rústico e de desenho simples. A Ponkan em Sao Paulo tem uma linha de mobiliário com a mesma linguagem porém com acabamento mais elaborado.

OBRA DE ARTE

A escolha de uma tela , óleo sobre papel ou guache, se encaixa na ideia do “ não me importo” quando divide a cena com a rusticidade do móvel e peças de artesanato feitas de barro.

A tela de Sérgio Fingermann, Suite Construtiva, Dan Galeria , poderia ser uma ótima escolha e manteria o mesmo conceito desta proposta.

OBJETOS

Apenas três peças artesanais, tigelas de barro, nada além disto. Peças encontradas facilmente nos mercados de artesanato, principalmente no Nordeste do Brasil. Poderiam ser também  tigelas de cerâmica esmaltadas, como as da Olaria Paulistana.

BANCO: ESTÚDIO PONKAN -SP

SUÍTE CONSTRUTIVA – SÉRGIO FINGERMANN – DAN GALERIA – SP

TIGELAS: OLARIA PAULISTANA – SP

HALL #3

Tom sobre tom. Porta, parede, fotografias, desenho, todos na paleta de cores: preto, cinzas e branco com exceção apenas do chapéu pendurado e do piso de madeira bem clara , que colocados desta maneira  “quebram” a monotonia e ao mesmo tempo valorizam ainda mais a distribuição das fotos da parede desta entrada que, como podem notar, emolduram a porta de entrada.

As fotografias aqui além de compor toda a entrada elas mostram um pouco do que o(s) dono(s) da casa gosta(m), das coisas que o(s) impressiona(m), e talvez  façam despertar neles algum tipo de sentimento e de reflexão. As fotografias tem este poder, antes de perceber você se pega pensando em uma série de questões sobre o que está à sua frente.

CORES

Na paleta de cores o predominío é da cor grafite , e esta predominância inclui não apenas a parede mas também  a guarnição e rodapé , deixando-os como uma unidade, a ideia é evidenciar o que esta na parede, a composição de fotos, objetos, etc.

PALETA DE CORES

FOTOGRAFIAS

Nesta parede as fotografias são todas em preto e branco e com molduras na cor preta, ou mesmo sem moldura para não destacá-las (molduras) da parede.

Fotógrafos, abordagens, formatos e temas diferentes de fotografia dão “personalidade” a esta composição  porque mostram um pouco do que sensibiliza e do que o proprietário gosta ou admira. Há várias maneiras de se adquirir uma foto de um bom fotográfo. Indicacão de profissionais como arquitetos, das próprias galerias e as feiras e exposições como, por exemplo, a  Feira Cavalete do MIS – Museu da Imagem e do Som – SP e  a SP-Arte também são um bom caminho, se não para adquirir, caso exceda o valor que se queira investir, para conhecer, ficar mais perto e admirar os trabalhos destes artistas para quem sabe depois, então, fazer o investimento.

Alem disso, objetos e outras peças de arte no meio da composição  diversifica o conjunto. Na minha opinião vale também incluir uma foto tirada por um amigo ou por você mesmo, porque não? Pode não ter o intuito/valor artístico mas é o registro de um olhar, um momento único visto daquela maneira pelo autor.

Aqui vão mais algumas fotografias que particularmente admiro, tanto o trabalho/arte em si como o que elas provocam, nos fazem refletir e mais ainda, sentir.

FOTOGRAFIA: MÁRIO CRAVO NETO

FOTOGRAFIA: SAO PAULO A CIDADE – JANELA NO BRÁS – CRISTIANO MASCARO

FOTOGRAFIA: INTERSEÇOES –  MARIO RESTIFE

FOTOGRAFIA: SAO PAULO – ANA CAROLINA NEGRI

FOTOGRAFIA NÃO PROFISSIONAL : CLAUDIA SÁTYRO MAIA

Para concluir, faça da entrada da sua casa um espelho do que você  gosta, que este ambiente seja particular, seja realmente seu.

Se não tem verba para fazer tudo de uma vez, faça aos poucos, nada mais gratificante do que cada peça conquistada, aquela que foi achada em uma viagem ou em uma caminhada pela cidade ou mesmo aquela que foi tanto desejada e finalmente foi adquirida. E se não souber nem mesmo por onde começar, fique a vontade para perguntar aqui no blog, podemos sem dúvida te ajudar a ter um espaço com sua identidade !!

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